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25Jan

Cuidado com a gordura no fígado



Estima-se que quase um terço da população brasileira sofra de esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado. A doença não costuma apresentar sintomas e, na maioria das vezes, é descoberta durante exames de rotina. O diagnóstico é confirmado após uma ultrassonografia e, eventualmente, uma biópsia.
 
Se não tratada, corretamente, a esteatose hepática pode provocar uma inflamação capaz de evoluir para hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer no fígado.
 
Mas, afinal, você sabe o quais são os fatores que contribuem para o problema?
 
A esteatose hepática pode ser dividida em dois tipos:
 
Alcoólica – quando é provocada pelo abuso de bebidas alcoólicas.
 
Não alcoólica – provocada por hábitos e estilos de vida inadequados.
 
De acordo com a gastroenterologista Yael de Albuquerque, do Instituto EndoVitta, a esteatose hepática não alcoólica ocorre quando o paciente ingere mais gordura e calorias do que o fígado pode processar. “Apesar de ser uma doença comum em obesos e diabéticos, o acúmulo de gordura no fígado pode afetar os pacientes com má alimentação e que não praticam exercícios regularmente. Além desses pacientes, estão aqueles que abusam da bebida alcoólica”, alerta a especialista.
 
Entre os principais fatores que podem causar o tipo não alcoólico, estão:
 
- Obesidade
 
- Gravidez
 
- Sedentarismo
 
- Diabetes
 
- Má alimentação
 
- Colesterol alto
 
- Pressão alta
 
- Uso de medicamentos (corticoides, estrógeno, amiodarona, antirretrovirais, diltiazen e tamoxifeno)
 
- Inflamações crônicas no fígado
 
- Hepatites virais

 
O Ministério da Saúde ainda chama a atenção para outros fatores de risco, tais como: síndrome do ovário policístico, hipotireoidismo, síndrome metabólica, apneia do sono, acúmulo de gordura abdominal.
 
Pessoas que se encaixam nesse grupo de risco devem fazer consultas médicas periódicas para avaliar a necessidade de monitorar a quantidade de gordura no fígado.
 
Sintomas não muito perceptíveis

Cerca de 30% da população possui a doença, mas não sabe. Embora os sinais sejam discretos e, muitas vezes passam batido, é preciso ficar atento aos seguintes indícios:
 
-Síndrome metabólica: um conjunto de problemas que envolvem obesidade, pressão alta e níveis elevados de glicose, colesterol e triglicérides;
 
-Aumento do volume abdominal e dores na parte superior do abdômen;
 
-Enjoos, vômitos e tremores;
 
-Cansaço em excesso e fadigas;
 
-Pele e olhos amarelados (Icterícia)
 
-Perda de apetite;
 
-Alteração no sono;
 
–  Aranhas vasculares (pequenos vasos dilatados na pele em formato de aranha são mais comuns no rosto, tórax, pernas e no branco dos olhos).

 
Gravidade
 
Se a doença não for diagnostica e tratada, ela pode causar problemas mais graves como fibrose, que ocorre quando há tecido de cicatrização no órgão. Neste estágio de fibrose, começa a se instalar uma patologia chamada de cirrose, com todas as suas complicações como fadiga crônica, icterícia (pele e olhos amarelados), ascite (acúmulo de líquidos dentro da cavidade abdominal), varizes de esôfago, risco de sangramentos.
 
Após a instalação da cirrose, o quadro passa a ser irreversível, com risco aumentado para o desenvolvimento do câncer de fígado.
 
Tratamento
 
No estágio inicial, o tratamento é feito com a adoção de uma dieta equilibrada, rica em fibras e pobre em gorduras e carboidratos. Também é preciso manter o controle de doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto. Cigarro e bebidas alcoólicas também devem ficar de lado.
 
Como deve ser a dieta?
 
A dieta deverá ser rica em alimentos ricos em fibra, como cereais integrais (trigo, aveia, quinoa, amaranto, arroz, etc), derivados do leite desnatado, frutas, legumes e peixes.
 
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Fonte: Lani Lua


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